SEJA BEM VINDO!
“A paciência é como a quilha de um barco: ela nos permite manter a estabilidade nos mares mais revoltos da vida enquanto continuamos a nos mover na direção que desejamos".
(Mary Jane Ryan, O poder da paciência, pag. 12)
(Mary Jane Ryan, O poder da paciência, pag. 12)
domingo, 1 de dezembro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
DISSERTAÇÃO DO LIVRO, PRETINHA EU?
O autor Júlio Emilio Braz deixa evidente quanto ao preconceito, vivido pela a personagem no seu livro Pretinha eu? Mas na realidade as pessoas negras também ainda sofrem bastante preconceito. O próprio autor disse que só se descobriu negro aos vinte anos, nem ele mesmo aceitava a sua cor. Disse que soava-lhe forte a palavra negro, palavras do tipo “moreno” “mulato” eram-lhe mais confortáveis. Hoje tem a satisfação e principalmente a alegria de, além ser negro, ser gente, apesar de ainda estar relegado a um segundo plano na sociedade.
Aqui um pequeno resumo de algumas páginas do livro em questão.
Todo mundo foi pego de surpresa,
olhavam e se entreolhavam como se estivesse vendo a alma do outro mundo. Aquilo
jamais havia acontecido no Colégio Harmonia. Porque em cem anos de tradição, ninguém
como Vânia entrara lá. Vânia parecia saber o que queria e era durona. Ela
parecia saber exatamente o que esperava quando pôs os pés no Colégio Harmonia.
Era bem pretinha, mas tão pretinha que do lado dela eu me sentia mais branca do
que a Carmita. Vânia tinha o cabelo duro preso num monte de trancinhas os
lábios grossos e vermelhos, nariz de batata e os olhos grandes e brancos. Os dentes
iluminavam um sorriso enorme e brilhante como sol. Carmita tinha um talento
todo especial para encontrar defeitos nas pessoas de quem não gostava,
principalmente quando se tratava de Vânia. Era o fato de Vânia ser pretinha,
pretinha, como repetia naquelas horas em que ficava com muita raiva de Vânia,
as boas notas de Vânia, seus belos trabalhos, tudo isso servia para deixar
Carmita morrendo de raiva. Porque tinha de ser sempre tão boa em tudo?
Carmita tinha os cabelos vermelhos, os
olhos azuis e a pela branca, Bárbara era loura de olhos verdes. Os cabelos de
Vivi eram negros, mas a pele também branca. Tatiana ganhou o apelido de gringa
por seus cabelos cor de palha e a pele avermelhada, herança dos avós
holandeses. Mas eu... Eu era morena. Não tão preta quanto a Vânia, de cabelos
ruins, mas eu era morena. Sei lá Vânia me assustava, era medo de que notassem a
semelhança há tanto tempo ignorado. Era assustador admitir que nós duas possuíssemos
alguma coisa em comum. Apesar de Vânia ser mais pretinha do que eu.
Pretinha eu? Não, eu não. Eu era
morena. Era o que a mamãe dizia e papai repetia. Carmita disse que a mãe dela
falou, e que o pai dela concorda que gente preta não é muito inteligente, não.
Que gente preta é preguiçosa e só vive criando confusão. Que a mãe garante que
preto quando não está na cozinha ou jogando futebol, é ladrão.
A menina Vânia foi vítima de
preconceito na nova escola onde foi estudar. Por ser negra e não ter uma vida
economicamente desejável como a da Carmita e suas amigas.
O que se vê todos os dias, em escolas,
hospitais, repartições públicas, são crianças/pessoas sofrendo com a discriminação.
Elas enfrentam dificuldades por todos os lugares que passam. As crianças são
discriminadas nas escolas pelos colegas, na realidade ainda acontece algo
parecido com o que aconteceu com a personagem, xingamentos humilhações. Muitas
vezes essas crianças recebem tratamento diferenciado até de professores. Por
isso abandonam a escola, não chegam nem a terminar o ensino fundamental. Não se
qualificam profissionalmente. Sem nenhuma qualificação têm dificuldades em
arranjar um emprego, porque as vagas que as empresas oferecem são poucas, além
de exigirem essa qualificação profissional. Diferente da personagem que não se
intimidou com os insultos das meninas, ela seguiu em frente para alcançar os
seus objetivos.
ANA
CLEIDE
domingo, 29 de setembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
O NÓ DO AFETO
Era uma reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos. Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos finais de semana. O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro. Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de fazerem presentes nas vidas uns dos outros. O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença. Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos 'ouçam' o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro etc.
Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó.
E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?
Eloi Zanetti
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